Importação

Dia do Importador: origem da data e a importância

·6 min de leitura·Suellen Martins
Dia do Importador: origem da data e a importância
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O Dia do Importador é celebrado em 29 de outubro e homenageia o profissional que traz ao país bens, insumos e tecnologia do exterior. A data foi criada pela Mainô em 2020 e difundiu-se pelo mercado de comércio exterior, tornando-se ocasião para reconhecer o papel da importação na produtividade e na competitividade da economia brasileira. 

Por que o Brasil celebra o Dia do Importador em 29 de outubro?

O Brasil celebra o Dia do Importador em 29 de outubro como lembrete do período em que a importação foi tratada como ameaça ao desenvolvimento nacional, e do custo que essa escolha teve. A data convida o mercado a refletir sobre o que o país perdeu quando restringiu o acesso a tecnologia e insumos estrangeiros.

Para entender esse legado, é preciso voltar à reserva de mercado, o marco histórico que a data evoca. A Lei nº 7.232, de 29 de outubro de 1984, instituiu a Política Nacional de Informática e reservou às empresas nacionais os segmentos de mini e microcomputadores, com a justificativa de fomentar a indústria local. A Lei nº 8.248, de 23 de outubro de 1991, substituiu esse modelo por uma política baseada em incentivos.

Cabe, contudo, uma precisão sobre o alcance da medida: a reserva de mercado de informática não foi uma proibição genérica de importar, mas uma restrição setorial com efeito amplo. Isso porque, ao limitar o acesso a equipamentos e tecnologia, encareceu a modernização de empresas de todos os setores, que dependiam de computadores para operar.

Qual é a relevância da importação para a economia?

A importação é relevante porque nenhum país produz tudo o que consome, e porque o acesso a insumos, máquinas e tecnologia estrangeiros eleva a produtividade da indústria local. Importar amplia a oferta, melhora a qualidade e abre caminho para exportar.

Os efeitos mais diretos são:

- Expansão de mercado: mais fornecedores e mais opções para a cadeia produtiva.

- Consumo: maior variedade de produtos, com preço e qualidade em competição.

- Qualidade de insumos e serviços: matéria-prima e tecnologia que o mercado interno não entrega na mesma escala.

- Emprego: novas funções em logística, despacho, gestão fiscal e comércio.

- Exportação: o comércio exterior opera por troca, e exportar em volume depende de relações comerciais que incluem comprar.

Além disso, as exportações isoladas não sustentam o comércio exterior de um país. Elas precisam de contrapartida em importações para formar relações comerciais duradouras, e é nessa reciprocidade que acordos e parcerias se consolidam.

Como o fechamento de mercado prejudica um país?

O fechamento de mercado prejudica um país porque eleva o custo de produção, reduz a oferta de tecnologia e isola a economia das cadeias globais. A experiência brasileira com a reserva de mercado de informática ilustra os três efeitos.

Os principais efeitos são:

- Crescimento mais lento: A economia local perde acesso a insumos e conhecimento que sustentam ganhos de produtividade.

- Parcerias comerciais inviabilizadas: Sem abertura recíproca, não há base para acordos.

- Custo de produção maior: A indústria passa a pagar mais por equipamentos e matérias-primas, e repassa o aumento ao consumidor.

Se esses efeitos pertencem em parte ao passado, a questão permanece atual. Hoje, o importador ainda enfrenta tributos, exigências regulatórias e barreiras não tarifárias que pesam sobre o custo e o prazo da operação, tema detalhado em Barreiras comerciais: tipos, impactos e como superá-las.

Qual foi o papel da Mainô na modernização do setor em 20 anos?

A Mainô acompanha a modernização do comércio exterior brasileiro há 20 anos, período em que o setor migrou de processos manuais para a gestão fiscal e operacional em sistema. A empresa, fundada em 2006, desenvolveu um ERP em nuvem voltado à importação, que automatiza obrigações fiscais como a emissão de notas e a atualização de alíquotas.

Paralelamente à evolução tecnológica, a Mainô atuou pelo reconhecimento do importador como agente econômico relevante, e a criação do Dia do Importador faz parte desse esforço. A data nasceu de uma iniciativa da Mainô e foi adotada por outras empresas, entidades e profissionais do setor, até se tornar referência no calendário do comércio exterior. Em ambos os casos, o ganho para quem importa é concreto, pois a modernização tem efeito mensurável sobre risco e previsibilidade.

Manifesto da Mainô para o Dia do Importador

“Importar é muito mais que trazer mercadorias de outro país. É dar ao povo acesso a produtos e serviços melhores, ou mais baratos. É trazer recursos e tecnologias inovadoras que aumentam a produtividade das nossas empresas. É conectar o Brasil ao mundo e promover seu progresso.

Quase sempre é difícil. Excesso de burocracias e barreiras, taxas, tarifas e impostos. Às exportações, o estímulo. Às importações, as restrições. O Brasil já experimentou as restrições às importações uma vez, e o resultado foi retrocesso, atraso tecnológico e definhamento da competitividade.

Felizmente, dia 29/10/1992, as restrições encerraram e o Brasil retomou o caminho do progresso. Que o dia do importador lembre a sociedade das consequências dessas políticas e provoque uma reflexão à maior abertura do Brasil às importações.

Aos importadores, parabéns pelo seu dia.”

- Eduardo Ferreira, CEO da Mainô

Insight

Diante de tudo isso, o Dia do Importador funciona como um indicador de maturidade do setor: uma categoria que passou de ser vista com desconfiança a ter data própria de reconhecimento. O próximo passo é converter esse reconhecimento em ambiente de negócios mais simples, com menos burocracia e mais previsibilidade tributária para quem opera.

FAQ

Quando é o Dia do Importador?

O Dia do Importador é comemorado em 29 de outubro, no Brasil. A data homenageia os profissionais e as empresas que trazem produtos, insumos e tecnologia do exterior e lembra o papel da importação no desenvolvimento econômico.

Quem criou o Dia do Importador?

O Dia do Importador foi criado pela Mainô em 2020 e, com o tempo, foi adotado por todo o mercado de comércio exterior. A iniciativa buscou dar reconhecimento ao importador e abrir debate sobre a importância da importação para o país. 

O que foi a reserva de mercado no Brasil?

A reserva de mercado de informática foi uma política instituída pela Lei nº 7.232, de 1984, que reservou às empresas nacionais os segmentos de mini e microcomputadores. A Lei nº 8.248, de 1991, a substituiu por uma política de incentivos.

Por que a importação é importante para a economia?

A importação é importante porque nenhum país produz tudo o que consome. Ela amplia a oferta de produtos, melhora a qualidade de insumos, eleva a produtividade da indústria e fortalece as relações comerciais que sustentam as exportações.

Como o fechamento de mercado afeta um país?

O fechamento de mercado reduz o acesso a tecnologia e insumos, eleva o custo de produção e inviabiliza parcerias comerciais. O efeito final é crescimento mais lento e perda de competitividade da economia local.

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